Deus Deseja que Todos Se Salvem, e Concede Arrependimento a Alguns


Por John Piper l 12 de junho de 2012

Coloque os dois textos juntos, e veja o que você vê.

“Deus deseja que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade (eis epignōsin alētheias)” (1 Timóteo 2:4).

“Deus poderá, porventura, conceder-lhes arrependimento que conduz ao  conhecimento da verdade (eis epignōsin alētheias)” (2 Timóteo 2:25).

Aqui está o que eu vejo:

1.  Ainda que Deus deseje que todas as pessoas sejam salvas, ele “poderá, porventura,  conceder-lhes arrependimento.” O que eu penso significar que o desejo de Deus para que todos sejam salvos não o conduz a salvar todos. Deus tem desejos que não alcançam o nível da volição*. Esse desejos estão reprimidos por outras considerações – como sua sabedoria, que o guia a demonstrar sua glória da maneira mais plena. Ele tem suas razões de por que ele “possa, porventura (talvez), conceder arrependimento” para alguns pecadores, e não a outros. 

2. O “conhecimento da verdade” é um presente de Deus. Deus “concede [i.e., dá] arrependimento que conduz à verdade.”  Sem o dom do arrependimento, nós não conheceríamos a verdade. Evidentemente, isto é o que 1 Timóteo 2:4 também significa: Nós devemos ser “salvos e (assim) vir ao conhecimento da verdade.” Salvos de nossa própria cegueira para a verdade. 

3. Portanto, a verdade que Paulo tem em mente não é a verdade que o homem natural possa ver. Mas o homem natural pode ver muitas verdades. Dezenas de milhares de verdades estão abertas à mente natural. Que verdade o homem natural não pode ver? O homem natural não pode ver a glória de Cristo no Evangelho. “O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. ” (2 Coríntios 4:4).

4. Por isso é que Deus deve “conceder” o que for preciso para que se veja a verdade do Evangelho. Nós somos cegos a ela. E Satanás nos mantém nesse estado. Até Deus “conceder” arrependimento (metanóia) – a mudança de mente que pode ver e receber a verdade do Evangelho.

5. Portanto, nossas orações pelos incrédulos que amamos  e nosso evangelismo devem ser guiados por esta única esperança para a salvação deles: “Deus poderá, porventura, conceder-lhes arrependimento”. Desde que somente ele tem o poder de vencer a morte espiritual e a cegueira satânica, nós permanecemos em oração e  testemunhamos a verdade: “Deus poderá conceder arrependimento”. Essa é nossa única esperança.

Entáo, vamos seguir a Paulo: “Irmão, o desejo do meu coração e  minha oração a Deus por eles é que eles sejam salvos” (Romanos 10:1). E: “Fé vem por ouvir, e ouvir a palavra de Cristo”. (Romanos 10:17

* vo.li.ção - sf (lat volitione) 1 Psicol Processo pelo qual a pessoa adota uma linha de ação; atividade consciente que visa a um determinado fim manifestada por intenção e decisão. (Dicionário Michaelis)

Texto original, clique aqui. 


ARREPENDIDOS, MAS NÃO DEVASTADOS

Quanto mais tempo você estiver no ministério pastoral, mais você vai passar de ser um astronauta para ser um arqueólogo. Quando você é jovem, você está decolando  para mundos desconhecidos. Você tem todas as principais decisões de vida e ministério diante de você, e pode passar a maior parte do tempo avaliando seu potencial e considerando oportunidades. É um tempo de explorar e descobrir. É um tempo de ir onde você nunca esteve antes e fazer coisas que você nunca fez. É um tempo de começar a usar o seu treinamento e ganhar experiência.

Mas, à medida que você fica mais velho no ministério, você começa a olhar mais para trás do que para frente. E, enquanto você olha para trás, existe a tendência de desenterrar o monte da civilização que eram sua vida e seu ministério no passado, procurando por vestígios de cerâmica em pensamentos, desejos, escolhas, ações, palavras, decisões e relacionamentos. Você não consegue deixar de avaliar como você se saiu com o que lhe foi dado.

Agora, quem seria tão arrogante e audacioso ao ponto de olhar para trás em sua própria vida e ministério e dizer: “De todas as maneiras possíveis eu fui tão bom quanto era possível sê-lo”? Não seguraríamos todos alguns desses vestígios de cerâmica em nossas mãos e experimentaríamos, no mínimo, um pouco de arrependimento? Não desejaríamos todos que fosse possível apagar palavras que dissemos, decisões que fizemos, ou ações que tomamos?

Se você e eu estivermos dispostos a olhar humildemente e honestamete para nossas vidas, nós seremos forçados a concluir que somos seres humanos com defeitos. E, mesmo assim, não precisamos espancar-nos a nós mesmos. Não precisamos trabalhar para minimizar ou negar nossas falhas. Não precisamos ser defensivos quando nossas fraquezas são reveladas. Não temos que reescrever nossas histórias para parecermos “melhor na foto” do que aquilo que realmente fomos. Nós não temos que ficar paralisados pelo remorso e pelo arrependimento. Nós não temos que nos distrair com negócios ou nos drogarmos com substâncias.

Não é maravilhoso que todos podemos olhar para nossas falhas mais profundas e escuras e, ainda, não ter medo? Não é confortante que nós podemos encarar francamente os momentos dos quais nós mais nos arrependemos e não ficarmos devastados? Não é maravilhoso que nós podemos confessar que somos realmente pecadores, e não nos enchermos de medo ou cairmos em depressão?

Podemos fazer todas essas coisas porque, como Davi, nós temos aprendido que nossa esperança de vida não está na pureza de nosso caráter ou na perfeição de nossa performance. Nós podemos encarar o fato de que somos pecadores e descansar porque nós sabemos que Deus realmente existe e que ele é um Deus de:

Misericórdia,

Amor inabalável,

Porque Ele é, há esperança – esperança de perdão e

Novos começos.

Sim, nós realmente podemos reconhecer integralmente nosso pecado e nossas falhas e, ainda, não temer.

Artigo de Paul Tripp - professor de vida e cuidado pastorais no Redeemer Seminário, em Dallas, Texas. É também diretor executivo no Centro para Vida e Cuidado Pastorais em Fort Worth, Texas. Ver texto original em: http://thegospelcoalition.org/blogs/tgc/2012/04/30/regretful-but-not-devastated/

Evolucionistas, expliquem-me este pássaro... e vejam o que estão perdendo!!!


  Ano passado fiz parte de uma viagem missionária à capital da Etiópia, Adis Abeba, quando tive a felicidade de tirar a foto deste pássaro. Não sei como o chamam lá, muito menos o nome científico dessa espécie. Mas o que me chamou a atenção e me impulsionou a tirar essa fotografia foi a pinta vermelha em seu rosto. 
  Se há algum evolucionista lendo este texto, gostaria, por favor, que me dissesse como a teoria da evolução explica essa pinta vermelha. Expliquem-me a estética desse pássaro - a beleza e o prazer que ela nos proporciona. 
  A discussão entre criacionismo-evolucionismo é prolongada e pode-se tornar, muitas vezes, cansativa. A Palavra afirma que “Criou Deus os animais, cada um segundo a sua espécie”. A teoria da evolução diz que os animais evoluíram de uma célula primitiva que foi se aperfeiçoando para ser tornar mais apta à sobrevivência por um processo de seleção natural. No fundo, tudo não passa de um debate sobre a inerrância das escrituras. (Quem quiser se aprofundar sobre o tema, sugiro este vídeo sobre a origem da vida, de Adauto Lourenço: http://vimeo.com/24044315). 
  Por enquanto, prefiro voltar ao passarinho da Etiópia e sua pinta vermelha, e fazer só uma pergunta: qual a função desse belo detalhe? Geralmente, a cor vermelha aparece em animais que querem chamar a atenção para sua natureza peçonhenta – “não se aproximem, eu tenho veneno”.  Eu acho que não é esse o caso da mancha de nosso amiguinho etíope da foto. 
  Mas, afinal, por que este animalzinho tem um desenho tão rico e detalhado em suas cores? Vou explicar. 
  Houve um cara que viajou para um país distante, foi exposto a hábitos alimentares totalmente diferentes do seu, a uma água com bactérias que seu organismo não estava acostumado, e acabou ficando doente. Por dois dias não pode sair da casa em que estava hospedado. Ele melhorou, alimentou-se, ficou mais forte e foi de novo para seu trabalho. E quando ele saiu para o quintal, deparou-se com essa pequena ave da foto, e ficou impressionado com o perfeito passarinho azul com uma pinta vermelha no rosto. E esse cara que veio do outro lado do mundo regozijou-se na beleza que estava exposta bem a sua frente. E a ave, como uma vaidosa exibicionista, percebendo que estava sendo observada, não voou, mas deixou que fosse gravada a sua imagem. 
  Sobre o vermelho no rosto desse passarinho os evolucionistas vão escrever livros e livros e nunca vão conseguir explicar, pois a sua única função é a nossa alegria e adimiração - “for our own amusement”. Esse toque de poesia só pode ser explicado pela criação de um Artista criativo que nos ama tanto  que criou cada animal segundo a sua espécie para o seu louvor e para o nosso gozo.
  Os evolucionistas não podem se regozijar na obra de arte de um Deus que tem prazer em nosso bem-estar, porque pensam que tudo é fruto de transformações aleatórias. Nunca vão se deliciar na poesia do Criador, pois enxergam a vida como um protocolo burocrático de sobrevivência. 
  Desculpem-me o sarcasmo, mas essa pinta vermelha é realmente muito útil. Sim, ela é útil - e sua utilidade é  encher-nos de gozo e alegria com um Deus que se revela em cada detalhe artístico de sua criação. 
  Evolucionistas, expliquem-me este pássaro... e vejam o que estão perdendo. 

Nunc Demittis III - Para você, quem é Jesus?



“Quem vocês dizem que eu sou?”, perguntou o Senhor aos discípulos. Ao qual Pedro prontamente respondeu: “O Cristo de Deus”.
 E para você, caro leitor, quem é Jesus? A sua resposta a essa pergunta manifesta os pensamentos de seu coração, sua comunhão com o Pai, e, acima de tudo, o caminho que você está seguindo rumo à eternidade.
No último texto, falei um pouco sobre o cântico de Simeão, o Nunc Demittis. O qual é finalizado apontando que Jesus seria "posto para queda e levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição, a fim de que se manifestassem os pensamentos dos corações". A contradição que provocaria a queda seria esta: muitos [religiosos] declaravam-se conhecedores de Deus, mas não foram capazes de enxergar a Jesus como o Messias prometido.
De maneira objetiva, não importa o que teus lábios declaram, se você não reconhece a Jesus como o Cristo de Deus, ele será a tua queda. No entanto, serás levantado se, no momento que olhas para Cristo, em teu coração está a certeza de teres encontrado a salvação.
Jesus falou de si mesmo como sendo o filho unigênito, entregue por Deus, para “que todo aquele nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Disse, ainda: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.
Por essas afirmações de Cristo a respeito de si mesmo, a pregação do Evangelho encontra muita resistência. Em nossa sociedade pós-moderna, ela é rotulada como exclusivista, desagregadora e intolerante. Como os Cristãos podem dizer que só Jesus é a verdade? Isso separa as pessoas que não tem a mesma opinião religisoa. Dizer que há uma verdade e um só caminho que leva o homem a Deus é uma forma de intolerância com outras religiões. O pós-modernismo e seu relativismo criaram enormes barreiras para a mensagem da Cruz. Porém, não temos escolha. Se Jesus é aquilo que ele afirma ser e demonstrou ser, feriremos nossa consciência se não nos levantarmos e gritarmos: “Hey, olhem para Jesus! A [única] verdade existe!”.
Não adianta crer que ele é um caminho, uma verdade, ou um tipo de vida. Jesus Cristo não pode ser apenas um bom homem que viveu e morreu. Ele não pode ser apenas um bom mestre, um profeta, ou um espírito elevado. Não! Não! Não! Ou ele é Deus, ou ele é um louco desvairado! Ele mesmo disse: “eu e o Pai somos um”,  “eu sou a verdade”. Se ele não é Deus, ele perde a credibilidade de tudo o mais que ele falou, porque ele afirmou ser Deus. Jesus é Deus.
E, ainda, muito importante, Ele é Senhor. As escrituras nos dizem que “todo o joelho se dobrará e toda a língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor”. Veja, mais uma vez, ele é o Senhor; de novo, não “um senhor”. Ele não divide seu senhorio com nada ou ninguém.
Jesus é o Verbo que se fez carne.  O verbo estava com Deus desde o princípio, e o verbo era Deus. O Criador se manifestou em Cristo; não em Buda, Brahma, Iemanjá, ou qualquer outra deidade. Jesus é Deus. 
Jesus é o nome sobre todo o nome. Dele, por Ele e para Ele foram feitas todas as coisas.
Para você, quem é Jesus? A sua resposta irá manifestar os pensamentos de seu coração. Você crê que Ele ó Cristo, o Messias prometido? Você crê que Jesus é o único caminho, a verdade e vida? Você crê que não há outro nome além do nome de Jesus? Você crê que Deus o ressuscitou dentre os mortos?
 A sociedade pós-moderna sempre dirá que esta é uma pregação radical. E ela está certa. Essa pregação é extremamente radical - vai na raiz de nossos corações, ao ponto de definir a nossa eternidade. Paulo falou aos Romanos (10:9):  “Se com tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou entre os mortos, serás salvo”. É isso.

Nunc Demittis II

No último post falei sobre o Cântico de Simeão (Nunc Demittis - Agora, Senhor), o qual dentre outras coisas, afirma ser Jesus a Salvação, e que Ele foi posto como alvo de contradição. A reação à pessoa de Jesus manifesta os verdadeiros pensamentos do coração do homem, contrariando, muitas vezes a moral que ele vive ou as confissões de seus lábios.

Falando sobre missões, Paul Washer complementa bem a idéia acima: