Religião e o Evangelho

A religião prega salvação pelas obras;
O Evangelho, pela graça.
Quando a religião diz “faça!”,
Jesus diz: “está feito”.
A religião ensina a obedecer para ser aceito;
No Evangelho me alegro em obedecer porque já sou aceito.
O religioso obedece por medo de perder as bênçãos e a salvação;
O Cristão obedece motivado pelo desejo de agradar e se tornar mais semelhante àquele que sua vida entregou por nós.
A religião me faz sentir merecedor de uma vida feliz, e me deixa frustrado quando as coisas dão errado;
Jesus, no entanto, foi a única pessoa perfeita neste mundo, e teve uma vida de pobreza, rejeição e injustiças.
Sou tão falho que Jesus teve de morrer por mim;
Ainda, tão amado e valorizado que Jesus se alegrou em dar sua vida em meu lugar.
O Evangelho é a boa notícia que não sou salvo pelo meu histórico,
Mas sou salvo pelo histórico de Cristo. 

(Inspirado na leitura do capítulo 11 – Religião e Evangelho, do livro “Fé na Era do Ceticismo”, de Tim Keller.) 

Tempos de Calmaria para os Cristãos: Exceção, e Não a Regra

Em tempos de convulsão social no Brasil, é muito saudável olhar um pouco para a história e refletir.
               A crise que se instala em nosso país está longe de ser apenas um problema gerado pela má administração de nossa atual governante, ou pelas consequências naturais da bomba-relógio plantada pelas últimas gestões. Estamos vivendo uma crise de identidade, não somente no que diz respeito a quem somos como nação, mas também e, principalmente, acerca de quem somos como seres humanos.
As pessoas, mergulhadas em uma desorientação pós-modernista, caem no vazio do relativismo, e como cegos tentando encontrar algo palpável, batem umas nas outras sem saber se o que estão tocando é real, ou apenas mais um truque daquilo que se apresenta como verdadeiro, mas que não passa de mais uma verdade 'do outro'. 
Escreveu Francis Schaeffer: “Na ausência de universais (absolutos), o que resta é o silêncio”. E dentro do silêncio, o que há? Há uma sociedade onde as pessoas não conseguem conversar porque inexistem bases em comum para formar um exercício dialético. Parece que começamos a enxergar os nossos semelhantes como animais de outras espécies que querem devorar nossos filhotes para garantir a sobrevivência. A tolerância transformou-se em distância, e mesmo cercados de tanta gente (200 milhões no Brasil e 7 bilhões no mundo), tornamo-nos ilhas: ilhas de ideias e ideais, ilhas de possíveis absolutos incomunicáveis, ilhas de selvagens que caçam seu alimento e que enxergam qualquer aproximação como suspeita de roubo e assassinato.
A tolerância, enfim, se torna intolerância. Cada um tem sua verdade, que pode ser capaz de fazer as transformações necessárias para um "mundo melhor". Porém, são sempre soluções  centradas no homem. (Maldito o homem que confia no homem). E já está claro que é este o âmago da  perseguição iminente que a Igreja está para sofrer no Ocidente. Pregar o Evangelho, proclamar que há uma verdade inegociável à qual todos os homens devem se curvar, e ainda ousar dizer que são fadadas ao fracasso todas as ideologias que buscam findar a crise da humanidade no poder do próprio homem, são ações que  geram ódio contra a verdadeira Igreja de Cristo. E esse ódio certamente vai se desencadear em tempos de grande tribulação para a Igreja.
E o que faremos em relação a isso? Vamos nos alegrar! Que grande privilégio é ser perseguido por amor a Cristo! Jesus nos avisou: "Se me perseguiram, também perseguirão vocês" (João 15:20). E no sermão do monte, ele disse: "Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é o galardão de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês" (Mateus 5:12). Olhando para a história da Igreja, aprendemos que tempos de calmaria são a exceção, e não a regra para os Cristãos. 
          Em pulos históricos, percebemos isso: os apóstolos, os pais da Igreja e os reformadores todos sofreram perseguição, tendo sido muitos martirizados. O maior genocídio da história da humanidade foi na União Soviética, onde 12 milhões de Cristãos foram mortos pelo regime socialista. No entanto, por mais forte que sejam as lutas, o Cristão não precisa se angustiar com as batalhas temporais, pois sabemos que a guerra já está vencida. O nosso reino não é deste mundo. Continuamos lutando como peregrinos em uma terra estranha, sabendo que o destino final já nos é garantido. Fazendo uma analogia com o futebol, é como entrar em campo sabendo que o jogo é ganho, mas que é necessário correr e suar a camiseta para chegar ao gol. (Aliás, goal, do Inglês, objetivo).
Apenas para recapitular o nome e a vida de alguns dos Pais da Igreja, que viveram entre o século II e o século V, e aprendermos com sua perseverança:
- Inácio teve uma morte violenta, confessando que seu Senhor também sofreu assim para trazer salvação à humanidade perdida.
- O autor da Epístola a Diogneto assim escreveu: "Os cristãos mostram amor a todos os homens - e todos os homens os perseguem. Eles são mal compreendidos e condenados; mas por sofrerem a morte, são despertados para a vida. Eles são pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas possuem tudo em abundância. São desonrados, mas tornados gloriosos em sua desonra; caluniados, mas vindicados. Eles pagam calúnia com bençãos e abuso com cortesia. Pelo bem que fazem, eles sofrem açoites como malfeitores; e, sob, os golpes, eles se regozijam como homens que receberam vida nova...”
- Orígenes, o grande exegeta, quando em 249, um general romano chamado Trajano Décio desencadeou uma perseguição violenta contra a igreja,  foi detido, aprisionado e torturado. Sendo liberado com a morte do general, veio a morrer mais tarde pelos resultados das torturas,
- Cipriano teve de defender os Cristãos  das perseguições  que eram tão difusas quanto absurdas, ao ponto de serem acusados até de canibalismo, como uma interpretação distorcida da ordem do Senhor de “comer o seu corpo”e “beber o seu sangue”.
- Basílio de Cesaréia veio de uma família perseguida por causa do Cristianismo, filho de confessores e de mártires.
- Patrício, foi levado cativo para Irlanda, e lá feito escravo. Tendo a chance de retornar para Britânia, seu lar, decidiu voltar para a terra onde sofrera escravidão para salvar os irlandeses; o que lhe custou, no mínimo, como ele mesmo disse em sua Confissões, duas prisões e doze situações reais de morte.
Temos evidências de que a Igreja Brasileira está às portas de um  tempo de perseguição. Quão duradoura e quão severa será, não podemos dizer ainda. Talvez sejam perseguições judiciais, talvez até de ameaças de vida, ou então um forte desprezo social e marginalização. O importante é que estejamos intimamente ligados ao Pai, cheios do Espírito, reproduzindo o caráter do Filho em nossas vidas. O Deus Triúno derramará graça sem medida nos tempos de tribulação.
Eu vejo que, independente do que nos aguarda, é importante que nas próximas décadas a Igreja no Brasil invista na formação de líderes preparados, com extenso conhecimento e aprovados no caráter de Cristo. Quando todas as requisições de movimentos e ideologias que agora ecoam em nosso pátria tiverem sido colocadas em prática e se provarem insuficientes para construir um país justo, as pessoas estarão sedentas por respostas e abertas ao Evangelho; e teremos a grande chance de transformar o Brasil em uma nação verdadeiramente Cristã. 
Que o Senhor nos abençoe e olhe com alegria para sua Igreja.

FUNDAMENTOS DESTRUÍDOS - Por Henandes Dias Lopes

Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo? (Salmo 11:3)

Os historiadores dizem que o império romano só caiu nas mãos dos bárbaros porque já estava podre por dentro. O pecado é o opróbrio das nações. Uma nação não pode ser forte se destrói seus próprios fundamentos. Davi estava encurralado por terríveis inimigos. O escape parecia impossível. Os mais apressados diziam que o melhor era fugir para livrar-se das flechas, disparadas às ocultas contra o coração dos justos. O que fazer quando os fundamentos são destruídos? O que fazer quando os valores morais estão sendo tripudiados? O que fazer quando as autoridades constituídas, em vez de promover o bem e coibir o mal, promovem o mal e amordaçam o bem? O que fazer quando leis injustas e até imorais são criadas para conspirar contra valores que devem governar a família e a nação? Mesmo com a situação caótica, em vez de fugir covardemente, Davi reconheceu que Deus está no seu templo, assentado no trono, sondando os filhos dos homens, para derramar seu juízo sobre os ímpios e conduzir a glória dos justos. As crises da terra não abalam o trono de Deus. Mesmo quando as coisas parecem fora de controle, Deus continua no controle. Ainda que os fundamentos sejam destruídos, os justo não perecerão, mas contemplarão a face do Senhor. Os ímpios sofrerão a justa punição do seu erro, mas aqueles que confiam em Deus jamais serão abalados.
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Hernandes Dias Lopes é Pastor da 1a Igreja Presbiteriana de Vitória. Texto retirado do devocional "Gotas de Consolo para a Alma", do dia 26 de junho.

Cinco lições que o GPS me ensinou

Dois meses atrás, vim para o Rio de Janeiro. Ainda em Porto Alegre, coloquei minhas malas e pertences no bagageiro, certifiquei-me de informar o meu destino ao GPS, e, finalmente, dei a partida no carro. Não foi apenas uma viagem, mas o início de uma jornada de vida. No Rio darei continuidade aos meus estudos teológicos, serei preparado para servir com mais qualidade na obra de Deus, e terei a oportunidade de contribuir com o trabalho de um Pastor, amigo meu, em sua Congregação local.
Pois bem, peguei a estrada - tanto a federal como a da vida. A primeira parte do caminho eu conhecia muito bem e me dei o direito de não utilizar o auxílio da tecnologia via satélite. Desse fato eu não me atrevo a tirar nenhuma lição, mas apenas uma constatação - de que em certo período da vida, principalmente no início de nossa caminhada neste mundo, todos nos atrevemos a nos guiar pelo sentimento de que sabemos o que estamos fazendo para chegar onde queremos. É o desejo de independência que nos leva a uma falsa sensação de liberdade: conheço o meu destino e sei por onde ir. No entanto, essa segurança em pouco tempo se esvai, e aprendemos que não  podemos andar sozinhos.
Aqui eu começo a falar das cinco lições que o GPS me ensinou nessa viagem entre as capitais gaúcha e carioca.
1. Todos nós precisamos de um guia
Até os limites de Santa Catarina e Paraná, a estrada e as paisagens me eram muito familiares. Porém, me aproximando de São Paulo, cheguei ao ponto do caminho que pouco ou nada eu conhecia. Certamente, uma viagem dessa magnitude imita a vida. Em nossa caminhada, sempre haverá lugares nos quais poucas vezes ou nunca estivemos. Deparamo-nos com trevos e bifurcações, e se não tivermos auxílio de um guia, alguém que conhece bem o caminho, ficamos jogados a sorte, podemos tomar decisões desastradas e atrasar o itinerário. Aprendemos que tentar ler os sinais pode ajudar, mas não será o suficiente. Às vezes, simplesmente não conseguiremos ler as placas a tempo de tomar uma decisão segura, outras vezes, não saberemos interpretá-las sozinhos. Por isso, todos precisamos de um mentor, um conselheiro, alguém que caminha ao nosso lado para nos apontar o caminho e ajudar-nos a tomar as decisões na direção certa e no tempo certo. Jesus andou três anos lado a lado com seus discípulos, e durante esse tempo algo que os discípulos precisaram aprender foi a obedecer e a confiar: "Jogue as redes do outro lado"; “Vão ao povoado que está adiante de vocês"; "Não leveis bolsa, nem alforje, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho". Após ressuscitar, Jesus partiu, e prometeu estar conosco até a consumação dos séculos, deixando aos seus discípulos o consolador - o Espírito Santo, que os haveria de guiar.
2. Não coloque em dúvida as instruções
Chegando à capital paulista, onde nasci e vivi até os cinco anos de idade, me deparei com o emaranhado de faixas e saídas do Rodoanel, AutoBan e Margianl Tietê. O meu senso de direção me deixou em dúvida uma ou duas vezes sobre a instrução que o GPS estava me dando. Ao ter de tomar a decisão rapidamente, optei por obedecer, e... deu tudo certo. O autor da carta aos Hebreus, no cap. 13 - verso 7, nos ensina: "Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por nossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isso com alegria e não gemendo, porque isto não aproveita a vós outros". Que interessante essa última parte do versículo: o guia que geme, ou tem dificuldade para direcionar o seu discípulo, não é proveitoso. O maior interessado na alegria e na fluidez do relacionamento entre o guia e seu guiado deveria ser a segunda pessoa. E parece também, que é sobre essa, o guiado, que recai a responsabilidade do bom andamento nesse processo. O discípulo que nunca ouve conselhos é um rebelde sem solução. E o que está sempre inseguro é um peso para o seu guia. O discípulo que não tem conselheiros não amadurece, não aprende a tomar decisões, torna-se um eterno neófito e nunca faz outros discípulos.   Provérbios diz que “os planos falham por falta de conselho, mas são bem sucedidos quando há muitos conselheiros" (Pv. 15:22), e “na multidão de conselheiros há sabedoria" (14:11).
3. Se perder o sinal, tente reencontrá-lo o mais rápido possível.
Passei pela cidade de São Paulo e entrei na Via Dutra. Lá pelas tantas percebi que o GPS havia perdido a conexão do satélite. Esse problema eu geralmente resolvo facilmente desligando e religando o aparelho. Não o fiz. Rodei um bom trecho sem sinal. Lugares desconhecidos, estrada desconhecida, e lá pelas tantas comecei a ver placas não muito esclarecedoras. "Mas tudo bem", pensei eu, "é só ir reto"... A consequência só poderia ser uma - aquele pensamento: "será que não passei de uma das saídas corretas? ". De fato, perder a interação com o seu conselheiro te leva a um caminho de dúvida e insegurança. E, se nesse ínterim, tomou-se uma decisão precipitada, não há solução, senão voltar para onde errou. No meu caso, havia uma saída da Dutra que era muito larga e eu não sabia qual dos lados era a continuação da Rodovia. Como não tinha solucionado a tempo a perda de sinal do GPS, se tivesse ido pelo lado errado, teria pago o preço de tempo e combustível desperdiçados. É exatamente isso que uma decisão errada faz em nossas vidas: perdemos tempo, energia, e quando menos, pagamos com nossos bolsos. Portanto, para diminuir as chances de isso acontecer, devemos deixar o nosso GPS bem conectado ao Satélite Celestial.
4. Atalho não é sinônimo de melhor caminho
Chegando ao Estado do Rio, eu já havia sido avisado que o melhor caminho para entrar na cidade maravilhosa era pela Avenida Brasil. No entanto, o GPS me indicou a ir por dentro de um lugar chamado Seropédica. Bom, quem é do Rio provavelmente está rindo agora. Nada de indigno com a pequena cidade, mas a via que cruza o município para levar até a zona oeste do Rio é apertada, cheia de buracos e com grandes lombadas a cada esquina. Era o mais curto, mas definitivamente não era o melhor caminho. Pela velocidade média e cruzamentos que precisei atravessar, acabou esse atalho se tornando mais demorado e mais complicado. Aliás, no Rio de Janeiro, é muito comum o GPS levar motoristas para o meio de favelas perigosas utilizando o critério de "distância mais curta". 
5. Somente Cristo é o Guia perfeito
Pode parecer contraditório, depois de mostrar que foi importante ter confiado no GPS, eu estar dizendo agora que ele me levou a um caminho tortuoso no final de minha viagem. Pois é. Apesar de chegar bem e em segurança à Cidade Maravilhosa, aprendi que o GPS é uma ferramenta humana, passível de falhas, mal funcionamento e decisões não tão interessantes. E aqui entra a importância de lembrarmos que só Deus pode ser nosso guia perfeito. O Profeta Jeremias nos diz "O coração do homem é enganoso". E Provérbios alerta: "Há caminho que parece certo ao homem, mas o final conduz à morte" (Pv. 14:12). Não há ser humano nessa terra que possa nos dar a garantia de decisões totalmente livres de erros. Mas o bom conselheiro certamente nos ajudará a ficarmos ligados nAqule que não erra jamais, que tem a visão perfeita de todas as ruas, vias e bifurcações, e que nos livrará da armadilha dos atalhos aparentemente confiáveis. Jesus é esse guia, o GPS que nunca perde o sinal, o próprio Satélite, que conhece e viveu toda a jornada pela qual agora andamos, e sabe, melhor que nós mesmos, as veredas corretas para o destino que Ele quer nos levar.

A QUESTÃO DA HOMOFOBIA: PL 122, Casamento Gay, Genética, Feliciano, Malafaia, Ditadura Homossexual, Direitos Humanos, etc...

Meus pais e meus tios viveram a época da ditadura no Brasil. Eles contam que durante aquele período, tinham de tomar cuidado quando fizessem uma crítica contra o governo, e tinham de olhar em volta para ter certeza que não havia um militar escutando suas conversas. No Brasil de hoje, precisamos ter muito cuidado ao conversar em lugares públicos contra a prática homossexual. Um novo conceito, recentemente criado, chamado de homofobia, está querendo tipificar criminalmente qualquer opinião contrária ao homossexualismo, limitando o discurso e o direito à livre consciência. É exatamente isso que está tentando fazer o Projeto de Lei 122.
Em um país democrático de Direito, é realmente incrível que se cogita a possibilidade de criar uma lei que limita o nossa liberdade de opinião. O que dizer em relação a isso? Às vezes, penso que o silêncio contemplativo é a melhor reação contra o absurdo. Mas nesse caso, ainda há uma ponta de esperança se tivermos coragem de nos manifestarmos.
Eu digo uma “ponta de esperança” porque esta é uma batalha próxima de ser perdida. Os homossexuais controlam a mídia, estão no controle de muitas empresas que financiam candidatura de políticos importantes, e estão ferozmente organizados para não apenas defender aquilo que acham por direito, mas também para marginalizar aqueles que meramente manifestam opiniões contrárias às suas. Os Cristãos estão descobrindo que não há nada lá fora no mundo pós-moderno mais intolerante do que a tolerância.
Vivemos em uma geração pluralista, pós-cristã. Não temos como forçar que nossas ideias sejam aceitas e aplaudidas por todos os setores da sociedade. No entanto, uma coisa ainda podemos: lutar pelo direito de sermos ouvidos. 
Flutua no imaginário da ética popular que “se algo não prejudica os outros, ninguém tem nada a ver com o que eu faço ou deixo de fazer”. Assim, a maioria pensa que a sexualidade é questão de foro íntimo de cada pessoa. Mas não é isso que a realidade tem demonstrado.
A revista Época publicou uma reportagem que aponta um fato muito revelador sobre a criminalidade no Brasil: 80% dos jovens envolvidos no mundo do crime não tem o nome do pai na carteira de identidade.
Aí voltamos para a Bíblia, e temos uma compreensão mais concreta de uma norma social encontrada em Deuteronômio, que obriga o homem que seduz uma virgem a casar-se com ela. Trata-se de proteção à família, que, por sua vez, tem repercussão social. Em outras palavras, o comportamento sexual do indivíduo não é questão de foro íntimo, pois afeta a sociedade como um todo. E eu não estou nem falando do tema de homossexualidade na Bíblia, apenas sobre a questão do sexo anterior ao casamento.
Por isso, a possibilidade de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e adoção de crianças por esses “casais” é assunto público. A família é a base da sociedade. Não podemos perder o direito de debater abertamente sobre o tema. Qualquer mudança na lei acerca de normas que regulam a família deve ser amplamente investigada.
Não se pode, de jeito nenhum, querer calar os que são contrários à prática homossexual em uma suposta defesa das minorias. Formação familiar também é questão de Direitos Humanos. É possível sim debater sem se perder o respeito. E os ativistas GLBT necessitam aprender a viver democraticamente. Essas atitudes e discursos agressivos contra os que não concordam com suas ideias são uma barbárie sem precedentes.
Esses ativistas dos direitos gays devem entender que a guerra dos Cristãos não é contra os homossexuais, mas sim a favor de tudo aquilo que a Bíblia prega sobre sexualidade sadia. Sexo é para ser vivido por um homem e uma mulher dentro do casamento. Qualquer ato fora desse contexto é pecaminoso: fornicação, adultério, pornografia, homossexualismo,  poligamia, bestialidade, prostituição, etc...
É importante também citar a situação do Pastor e Deputado Marcos Feliciano, tão comentado e massacrado pela mídia ultimamente por ter sido escolhido para presidir a Comissão de Direitos Humanos no Congresso. O mais paradoxal é que muitos cristãos o têm criticado, simplesmente porque ele apresenta uma teologia tendente ao neo-petencostalismo e à prosperidade. Ora, ele certamente não é perfeito como pessoa e pode não o ser como teólogo, mas os cristãos deveriam se juntar a ele neste momento, pois, ao menos, está tendo coragem de se posicionar em favor dos valores familiares e enfrentado a fúria dos ativistas e da mídia homossexual.
Não sejamos ingênuos: a acusação de racismo contra Feliciano é manipulada para colocar a opinião pública contra ele. Ele gosta de mencionar a corrente teológica que entende as dificuldades do continente africano como consequência da maldição sobre os descendentes de Noé que acabaram por habitar aquele continente - que, por sinal, não é habitado só por negros. No entanto, ele ainda conclui que toda a maldição é quebrada na cruz de Cristo. Alexandre Garcia, importante comentarista político de nosso país (e que não é Cristão), se manifestou sobre o caso: “Se eu falasse as mesmas coisas sobre o continente sul-americano, ninguém estaria fazendo todo esse estardalhaço”.  
Os ativistas GLBT vão fazer de tudo para abafar a voz dos que são contrários às suas ideias. Isso é fato.
Outra mentira que deve ser combatida é a tese de que homossexualismo é congênito. A verdade é que não há um terceiro sexo. É xx ou xy. Ninguém nasce homossexual. Não é algo genético. Pode até haver várias causas para o homossexualismo: psicológica, hormonal, espiritual, emocional, social, educacional, etc... No entanto, da mesma maneira que há mais de cem anos a chamada “ciência” busca uma prova irrefutável para o mito da evolução, nunca irão encontrar um terceiro gênero. Querem que a sociedade aceite como fato científico crenças sem provas contudentes. É realmente muito confuso: os próprios ativistas GLBT são incoerentes, pois ora dizem que nasceram homoafetivos, e ora dizem que é questão de opção pessoal. Afinal, nasceram assim, ou escolheram ser assim? Nem mesmo eles sabem dizer.
Aliás, é muito difícil (para não dizer impossível) pregar sobre a ética cristã do sexo a uma geração que acredita que veio de um ancestral em comum do macaco. Se somos frutos da evolução, por que ficar tão preocupado com o certo e o errado? Afinal, nossos corpos se adaptariam à homossexualidade de uma maneira a dar continuidade à raça humana. Bom, ainda que o mito da evolução fosse um fato, pela própria tese evolucionista isso levaria milhares ou milhões de anos. Gente, não temos todo esse tempo! É interessante perceber como alguns realmente pensam que o homossexualismo está dentro do próximo passo de evolução humana. Dignos de pena.
Continuo chamando a atenção que a sociedade precisa examinar essas questões com mais cuidado. Existe muita coisa por trás de tudo isso. O Pastor e Psicólogo Silas Malafaia, em sua polêmica entrevista com Marília Gabriela (que só não o estripou para não sair presa dali), chama atenção para o fato de que mais de 40% dos homossexuais foram iniciados por meio de abuso durante sua minoridade. Já evangelizei homossexuais, e de três que abriram sua vida, dois confessaram ter sido abusados na pré-adolescência. Conheço um terapeuta familiar que me relatou que todos os homossexuais que passaram em seu consultório sofreram abuso na infância.
           Não estou dizendo aqui que uma pessoa por ser homossexual tem a tendência de cometer esse crime, e nem que todo pedófilo é homossexual - afirmar isso seria absurdo e inconsequente.  É bem provável que em números absolutos a maioria dos casos de pedofilia sejam cometidos por heterossexuais. Seja hetero ou seja homo, quem comete essa atrocidade é um criminoso perante a sociedade e espiritualmente carece de reconciliação com Deus, como qualquer outra pessoa. No entanto, o índice apresentado no parágrafo anterior é assustador e merece nossa reflexão. E trazer estas verdades à tona não faz de mim um homofóbico. Só estou relatando os fatos.
Aliás, falando em estatísticas e fatos, um estudo realizado na Bahia sobre os crimes de homofobia revelou que a maioria desses delitos são crimes passionais - de homossexuais contra homossexuais. Nenhum caso registrado teve motivações religiosas. Acho que o problema não são os evangélicos. Talvez os GLBT`s estejam escolhendo o inimigo errado.
E eu concordo: esse debate é, realmente, uma questão de Direitos Humanos. Trata-se do direito do ser humano de continuar existindo como espécie. Quer uma boa maneira de testar a ética de uma escolha? Leve sua decisão ao extremo. O casamento gay é algo tão contrário ao que é naturalmente bom, que se fosse levado a cabo, não nasceriam mais bebês, e em cem anos a raça humana estaria extinta. Seria irônico dar o direito à  réplica contra este argumento, porque isso é irrefutável. E se algum homo-descendente-de-macaco (homossexual que acredita no mito evolucionista) quiser falar de evolução, digo mais uma vez: não temos milhões de anos para resolver esse dilema. É um argumento hipotético e um tanto cômico; obviamente, nunca acontecerá de toda a humanidade aderir ao homossexualismo. Mas pense sobre isso: "Como pode ser eticamente bom  e correto algo que se fosse seguido por todos simplesmente acabaria com a humanidade?".
Convido-te também a fazer um pequeno exercício mental sobre indivíduos que você provavelmente conhece que passam por problemas na vida adulta por terem crescido em um lar disfuncional, ou seja, sem uma boa estrutura familiar. Pense nas consequências sociais que a relativização da estabilidade familiar tem trazido. Agora imagine como seria o mundo daqui a cem anos se o ser humano decidisse levar a sério o que a Bíblia fala sobre família e casamento.  Por mais que você possa dizer que isso não faria de nosso mundo um lugar perfeito, no íntimo você sabe que de maneira nenhuma atrapalharia a humanidade a desenvolver uma civilização mais pacífica e equilibrada.
Para finalizar, quero encorajá-lo a não se intimidar com ameaças. Fale. Fale com amor, com inteligência, no momento certo. Mas se você é contra o casamento gay, fale. Ainda somos maioria. Opinião colocada com respeito não é crime (pelo menos não era enquanto eu postava esse texto, me dando a garantia constitucional da irretroatividade da lei penal).
O Deputado e ativista GLBT Jean Wyllys (apenas um homem, que como você e eu, carece da glória de Deus) já deu entrevistas que não aceita a ideia de realizar um plebiscito sobre a legalização do casamento gay, porque, nas suas próprias palavras, “o brasileiro não está preparado para decidir sobre o assunto”. Ora, o Deputado está dizendo que os pais, as mães e os filhos do nosso Brasil não tem discernimento para decidir sobre assuntos familiares? Afirmo sem receio que eles têm muito mais que o Senhor Deputado. É óbvio que Jean Wyllys  sabe que a maioria dos brasileiros não apoia a ideia. Nesse ponto, ele apenas apresenta uma pequena dificuldade com o fato de viver em um país democrático.
Continuemos a orar pelo nosso Brasilzão! Não podemos perder o direito de debater democraticamente sobre o assunto. Que a graça e a misericórdia de Deus, através de seu Filho Cristo Jesus, e do Espírito Santo, continue a nos encher de intrepidez para sermos uma fonte de sabedoria e discernimento aos nossos compatriotas. E que o Senhor nos use para abrir os olhos de uma geração tão despreocupada com os preceitos do Criador para as nossas vidas - preceitos esses que são dados para nosso próprio bem.